terça-feira, 13 de setembro de 2005

Querido Diário

Sinto uma estranha sensação de déjà vu, talvez por ter tocado numa certa e determinada tecla, e todo o texto que tinha acabado de escrever tivesse desaparecido. Será que sonhei com isso tudo, ou foi isto apenas um empurrão do meu subconsciente, como se dissesse que aquilo não prestava para nada? Prefiro a segunda opção, pois não sinto aquela dor de cabeça que surge sempre, mal eu acabo de acordar.

Eu sei. O meu último artigo foi tão mau, que agora tenho que recorrer a ti, para te contar mais um daqueles dias entediantes, só para ver se me safo da crítica, embora esta seja praticamente inexistente. 

Não venhas agora com queixas, pois eu sei que a tua única razão de existência sou eu. Bem, pelo menos tu sabes porque existes. 

Hoje foi um daqueles dias, tu sabes, um daqueles dias completamente normais. Não fiz absolutamente nada com relevo suficiente para te contar a ti, ou a quem quer que seja. Vê se me lembras de encontrar um daqueles sítios onde passam cassetes VHS para DVD. Creio que a minha cassete do Em Busca do Vale Encantado IV não dura muito mais. 

Normalmente não me preocuparia, mas é aquela que tem a versão em Português que passou na RTP. Aquela em que o Littlefoot se chama Pezinho, e tu sabes melhor que eu, que essa versão nunca foi vendida. Enfim, mais um daqueles "must do" que só não ponho num post-it, pois isso não fica lá muito bem. Aliás, porque é que se chamam post-its? Qual é o nome em português? Hei-de pesquisar isso. Talvez mais tarde.

Finalmente acabei de ver o Em Busca do Vale Encantado XI. Tem alguma piada, mas está a unidades astronómicas de distância da qualidade do original, ou até mesmo da do IV, que para mim é a melhor de todas as sequelas. Já que falei nisso, ainda não descobri a outra palavra que se usa para dizer sequela, mas não te preocupes, a investigação ainda está em aberto.

Bem, depois deste pequeno devaneio, vou terminar esta tua "coisa". O nome não me vem à cabeça, mas artigo não me parece que seja. De qualquer forma, espero ter a sorte, ou o azar, de que ninguém que faça parte "deles" leia esta "coisa", se não, estou extremamente "coisado".

Continuação de uma "boa coisa".

P.S.: Meu Deus, estou bué formal. É o que faz passar este tempo todo em CAEs e isso. Já agora, não me apetece mesmo nada ir à inauguração das novas instalações da Windsor School, por isso não vou.

Publicado em 23 de Junho de 2013

sábado, 14 de maio de 2005

A Revolta dos Pastéis de Nata

Imagem: RTP
No dia do grande derby que dispensa quaisquer apresentações, – estou claramente a referir-me ao embate entre Vitória SC (Guimarães) e Boavista FC, jogo esse que poderá decidir qual a terceira equipa que representará as cores nacionais na edição 05/06 da Taça UEFA – venho eu aqui falar de pastéis de nata. 

Bem, tudo isto começou quando, ontem à noite, apenas por acaso, liguei a minha Philips 4:3, já com uns dez anos de sobrevivência, na RTP2. Estava no ar um novo programa, um daqueles "talk-shows", mas daqueles que até têm a sua piada. Para meu desagrado, este apenas terá treze episódios.

O tema desse programa era "doutores", mas isso pouco interessa. As verdadeiras razões de eu apresentar este artigo é o fracasso pessoal que penso ter atingido no anterior, apesar de ter recebido algumas críticas positivas. 

Voltando ao programa, achei a ideia muito intrigante, com muito gozo e crítica à mistura. Com um baixo orçamento e alguns jovens ainda muito verdes, lá conseguiram criar um programa que bate em qualidade esses Hermans e Quintas que por aí andam com o propósito de nos entreter, mas que acabam por estupidificar o nosso povo (finalmente alguma coisa que pode levar a atirarem-me com fruta para a cara). 

Não cheguei a ver o programa até ao fim, pois o sono tem-se apoderado muito de mim nos últimos tempos. Mas do muito que vi, valeu a pena. Fez-me até acalentar as esperanças de um Portugal com programas de qualidade. 

Para além dos meros treze episódios e da verdura dos apresentadores, apenas realço o ponto negativo da hora a que é posto no ar. Deixo-a aqui, contudo, para todos aqueles que estejam interessados em ver esse tal “projecto irreverente com forte componente de humor” (como descrito no site da RTP): Não percam A Revolta dos Pastéis de Nata, todas as sextas- feiras às 23h na RTP2.
 

Publicado em 2 de Junho de 2013