sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Peter Hook colabora no novo projecto dos Loto

Peter Hook, Foto DR
Peter Hook, baixista dos New Order, participou com os Loto no seu novo álbum, “Beat Riot.” O som indiscutível do seu baixo pode ser ouvido na música “Cuckoo Plan.”

Ricardo, vocalista dos Loto, descreve a experiência. “Colaborar com um herói de infância, começou por ser uma tremenda excitação, um quase não acreditar que seria possível que estivéssemos ali a ouvir o baixo que fez parte da nossa banda sonora de sempre, junto com a nossa música”.

“A excitação deu lugar a um quase sentido de responsabilidade de fazermos parte de um grupo restrito de bandas com quem ele já colaborou.” O vocalista acrescenta ainda que dificilmente se esquecerá deste momento.

Ricardo salientou o orgulho que sentiu pela oportunidade que a sua banda teve de ouvir a sua música juntamente com um dos maiores ícones do panorama musical. “Como portugueses, aqui tão longe da movida música mundial, deixou-nos bastante orgulhosos.”

Para além da colaboração de Peter Hook, “Beat Riot” conta ainda com a participação de Del Marquis, guitarrista dos Scissor Sisters.



Publicado em 20 de Agosto de 2013

segunda-feira, 2 de abril de 2007

The Other Two: A origem do blogue No Sense of Reason


Tudo começou com uma citação da música Selfish de The Other Two. O projecto No Sense of Reason deve o seu nome à inspiração de Gillian Gilbert e Stephen Morris. Conhecidos por The Other Two, este duo teve uma curta carreira a "solo", após a sua separação dos New Order. 

The Other Two & You (1993) e Super Highways (1999) são os nomes dos dois únicos álbuns editados por esta banda. 

Para mais informação sobre o projecto No Sense of Reason, basta um click neste link.

Publicado em 4 de Outubro de 2013

segunda-feira, 3 de outubro de 2005

Eclipse

Para o comum dos mortais que gosta de prestar atenção aos mais pequenos pormenores, será de estranhar o facto de eu estar a publicar um artigo a esta hora do dia. Não que seja alguma hora em especial, é apenas a hora de almoço. Contudo, é uma hora em que, num dia normal, eu estaria em qualquer outro sítio, menos aqui. Mas tudo isto é irrelevante. 

Hoje foi finalmente lançado o Item, um DVD que contém todos os videoclips da história dos New Order. Além disso, inclui também o documentário New Order Story, que até agora apenas tinha sido editado em VHS. 

Hoje foi também o dia em que a Lua ofuscou tudo. Acordei cedo pela manhã e liguei a TV, apenas para me deparar com críticas técnico-desportivas, profundamente falaciosas, dirigidas ao Sporting CP. Senti-me abruptamente obrigado a levantar-me da cama e a ir para o sótão, observar o "fenómeno" que é um pássaro sentado numa árvore a abanar os ramos. 

Minto, isso aconteceu umas horas mais tarde. Aquela hora era a hora do Eclipse. Um evento que esperava desde o último eclipse parcial, há uns anos atrás. Esqueci-me completamente disso, enquanto me afundava em questões existenciais da mais alta importância, ou pensava em coisas tão banais, que acabei mesmo por achar que não valia a pena debruçar-me sobre elas. Pouco importa. Lá acordei, e lá vi o fenómeno. Posso-vos dizer que nunca vi um sol tão azul.

Este eclipse apenas se irá repetir daqui a vinte e oito anos. Evento tão raro como o lançamento de outro DVD como o Item, ou de uma equipa do Sporting CP que jogue tão bem como o FC Porto do Mourinho. 

Até lá, continuarei a questionar-me sobre tudo e mais alguma coisa. Quando estiver nos meus quarentas, lá irei comprar o jornal que ofereça aqueles óculos escuros, para observar o próximo Eclipse em todo o seu esplendor.

Publicado em 26 de Junho de 2013

segunda-feira, 6 de junho de 2005

New Order Live in Lisbon

Foto: Adriano Cerqueira
Sim, eu estive lá! Após vinte e cinco longos anos de carreira, os New Order finalmente decidiram pisar solo nacional. Foi um concerto que certamente vai ficar na memória de muitos. Ou pelo menos na das vinte e seis mil pessoas que assistiram ao concerto. E eu fui uma delas!

Desde os inesquecíveis ritmos de Joy Division, às novas sonoridades do seu último álbum, os New Order reergueram-se e deram um concerto tão bom, que não consigo encontrar palavras para o descrever. 

Embora tenham aberto o concerto com uma performance de Love Vigilants, abaixo das espectativas, não consegui disfarçar uma ligeira excitação inicial. "Quase vieram as lágrimas aos olhos" é a frase que muito quero dizer. Um momento tão emocionante não se irá repetir em breve.

Sinto-me orgulhoso. Sinto orgulho e muitas outras coisas que não consigo exprimir. Não, neste momento. Perdoem alguma emoção exagerada da minha parte. 

Apenas deixo esta foto para verem um pouco do que eu vi, e que nunca, mas mesmo nunca, esquecerei!
 

Publicado em 4 de Junho de 2013

segunda-feira, 4 de abril de 2005

New Order, Waiting for the Siren's Call

Muito tempo esperei. Após vários arranques e paragens lá o encontrei em destaque numa prateleira da fnac, dedicada apenas a este álbum. Até trazia um single grátis como que a compensar pela longa espera. Saíram-me uns bons € 18,95 do bolso mas, agora que já o ouvi, posso garantir que valeu cada cêntimo (o mesmo não posso dizer do single, mas foi grátis por isso a minha remixófobia pode ser posta a um canto).

Podia começar por falar de cada faixa e prolongar este texto com mais onze parágrafos, todos eles de qualidade, mas basta dizer isto para prever que tudo o que diria nessas linhas seria um mero embelezamento das onze faixas que, na correcta "ordem", completam o álbum em perfeição.

O primeiro single do álbum (e o que foi oferecido), denominado de Krafty, é um hino ao nosso excessivo urbanismo e a estes dias que são passados a correr de um lado para o outro. Para destinos indefinidos onde nada fazemos se não limpar algumas horas do nosso calendário de vida que, a cada dia que passa, fica mais curto. Tretas (mas achei que soaria muito poético, ou meramente melódico), o que realmente interessa para um verdadeiro fã como eu são os ritmos. O baixo do Hooky que parece não se deteriorar com a idade e aquela voz do Bernie que foi de esganiçada a quase divinal (quem ouviu o álbum Movement percebe o que eu quero dizer com isto). 

Um regresso aos ritmos do Technique com a essência do Republic. Foi a primeira ideia que tive após o leitor de CD's fazer aquele barulho de um disco a derrapar que seria mais irritante com um aumento de uns vinte decibéis (e eu não percebo nada disso!). 

Acho que nem vale a pena dizer que aqueles álbuns são um "must" para qualquer interessado. Os preços são acessíveis já que não passam dos € 10 mas, como os vossos bolsos são cépticos a novas experiências, podem sempre "sacá-los" de qualquer programa que sirva para esse efeito (coisa que me desagrada muito, mas não se pode contrariar as massas se não, não há lasanha para ninguém).

No entanto, apenas consigo ouvir de ânimo leve (não sei escrever "ânimo" processem-me se vos fizer feliz) cinco ou seis das onze faixas incluídas no álbum. Como dizem os islâmicos, apenas Deus é perfeito, o que é um paradoxo já que os New Order são considerados "Godlike geniuses" ("tão génios como deuses" para os leigos). "Morning, Night and Day", "Krafty", "Dracula's Castle" e "Waiting for the Siren's Call" (fora qualquer uma que me tenha esquecido) são as faixas que realmente identificam este álbum como um dos melhores álbuns que estes deuses alguma vez criaram.

Phill Cunnigham fez um bom papel ao substituir a Gillian. No entanto, continuo a lamentar a sua saída da banda, o seu toque pouco feminino sempre animava as coisas.

Talvez um artigo que não se conecta com os anteriores mas sabe bem falar daquilo que se gosta de quando em vez (como eu odeio este termo).

P.S.: Não, não estou de mau humor. As mensagens subliminares são para ser investigadas, não induzidas. 

Publicado em 27 de Maio de 2013