segunda-feira, 19 de dezembro de 2005

Algumas coisas que não me agradam

Como estamos em época natalícia, e para contrariar um pouco a onda de boas festas e de felicidade, provocada por este povo endoidecido, decidi listar neste sítio algumas das coisas que não me agradam – queria ter usado o termo odeio, mas achei-o demasiado forte para a ocasião. 
  1. O SL Benfica, não só o clube, mas também a instituição, os seus afiliados e dirigentes; 
  2. Todos os mouros que andam por aí a injuriar o Norte, enaltecendo a "grandeza" de Lisboa, que de grande apenas tem a estupidez dos actuais e anteriores habitantes dos palácios de S. Bento, e de Belém; 
  3. O Dantas. Morre Dantas, morre. Pim! (Não sei, nem quero saber quem foi o Dantas, mas também não me agrada...); 
  4. Activistas que em meia dúzia de testamentos acabam por dizer rigorosamente coisa nenhuma; 
  5. Velhas, perdão, idosas, que passam por aqui por casa, e todas aquelas iguais a essas mesmas, que agem da mesma forma, assim como todas aquelas que simplesmente o são, e teimam em o ser; 
  6. Bento XVI, que com medo de mostrar sinais da sua homossexualidade impediu aqueles que esse medo não têm, de exercer o sacerdócio; 
  7. Todos aqueles que levam os provérbios à letra e têm medo de assumir as suas convicções e levá-las avante; 
  8. O Senhor Doutor Engenheiro Arquitecto Professor Palhaço Energúmeno George W. Bush. Terei mesmo de explicar porquê? 
  9. O Capitalismo Americano e todos os seus ideais. Dêem-me um desconto; 
  10. Todos aqueles a quem lhes parece que aconteceu não sei o quê, mas esses até perdoo pois lá me rio um bocado; 
  11. Toda a cultura barata de massas, que também chamo de cultura de casa-de-banho, que infelizmente por pertencer às massas, vejo-me obrigado a ouvir nem que seja de relance, se me apetecer ver TV, ou sair à rua. Mesmo enquanto escrevo este artigo estou a ver uma publicidade dessas no canto superior direito do monitor; 
  12. O SL Benfica. Não fosse o três o número da tragédia, que espero que se repita para os lados da Luz; 
Não quero correr o risco de dar um décimo terceiro motivo. O 13 é número de mau agoiro para vários lados e, como sou um cidadão europeu, vou deixar o doze como o número de estrelas da minha bandeira. Muita coisa foi deixada por se dizer, mas nunca devo parar de enaltecer por fim: Morre Dantas, morre. Pim! 

Publicado em 14 de Julho de 2013

sábado, 25 de junho de 2005

State of the Nation

Não, não me estou a referir à música dos New Order, se é que alguém chegou lá.

Caro Sr. Eng.º José Sócrates,

Venho por este meio expressar o meu completo descontentamento pela maneira como o Senhor usufruiu do poder, que recentemente lhe foi atribuído, ao ser eleito Primeiro-Ministro.

Apesar de termos evoluído muito nos últimos trinta anos, passamos a vida a queixar-nos. Tristes e frustrados por sermos sempre os últimos nos rankings da União Europeia. Facto agravado com o alargamento para vinte e cinco estados membros, que nos fez baixar de décimo-quarto para décimo-sexto do ranking. 

Contudo, o Senhor não tem feito nada para mudar a nossa maneira de ver as coisas. Aliás, só tem contribuído para que a situação piore. 

O país está deprimido. Ninguém tem vontade para fazer nada, e o Senhor lembrou-se de aumentar o IVA para 21%? 

Compreendo que temos um défice que apenas países como a Alemanha ou a França se dão ao luxo de ter. Tudo bem que passamos a vida a desperdiçar dinheiro em coisas sem grande importância, e muito pouco viáveis. Mas então explique-me como é que o Senhor pode dizer que quer que aumentemos o poder de compra, e que paguemos os impostos todos, quando nos tira o dinheiro e aumenta o preço das coisas? 

É por estas, e por outras, que tenho muita pena em não ter idade para votar. Talvez o meu voto fosse suficiente para pôr mais um deputado da CDU no Parlamento, para ver se este o punha em linha. 

Se continuar com esta sua política de redução de gastos, aumentando o custo de vida, vamos acabar por ver um êxodo de proporções bíblicas dos nossos filhos para outros países, como o Luxemburgo. Lá, os políticos têm tanta consideração pelos cidadãos que os deixam ter impostos baixos, mesmo sabendo que o salário mínimo ultrapassa os mil euros.

Eu, assim como todos os portugueses, espero que esta treta do défice diminua nos próximos anos, e que encontrem algum bom senso para diminuir essas taxas de valores acrescentados nos vossos bolsos. Se não o fizerem, dêem-me um passaporte, pois quero emigrar!

Com sinceridade (bem que me podiam ensinar a terminar cartas em português),

(Perdeu-se assinatura, rubricar aqui)
 

Publicado em 5 de Junho de 2013