sexta-feira, 20 de abril de 2007

XI

Estarei Vivo? (título original)

Será a vida nada mais que um céu? Um Inferno?
Uma estranha espécie de limbo?
Não respiro, não sinto, o meu coração não bate.
Estarei morto?
Se a morte é pensar, falar e agir, o que é viver?
Nada sei, pois não sei responder a esta pergunta.

A vida é uma música que não podemos ensaiar,
Mas se não sei sobre o que cantar,
Como vou viver?

Se a vida é um palco e somos todos artistas,
Estarei morto por não saber actuar?

Se a morte é como a vida, como sei onde estou, ou o que sou?
Porquê o medo? Porquê o desconhecido?
Se o desconhecido é aquilo que se conhece,
Como continua a ser desconhecido?

Nada é nada, e tudo é tudo,
Mas e se tudo for nada, e nada for tudo?
O que acontece?

O meu concerto vai a meio,
Uma corda da minha guitarra parte-se,
Tenho que cantar, mas nada sai da minha voz.
É isto viver? É isto morrer?
Há alguma diferença?

Se não vivesse, onde estava?
Se não morresse, onde estava?

Se...?

Publicado em 1 de Agosto de 2013

segunda-feira, 2 de abril de 2007

The Other Two: A origem do blogue No Sense of Reason


Tudo começou com uma citação da música Selfish de The Other Two. O projecto No Sense of Reason deve o seu nome à inspiração de Gillian Gilbert e Stephen Morris. Conhecidos por The Other Two, este duo teve uma curta carreira a "solo", após a sua separação dos New Order

The Other Two & You (1993) e Super Highways (1999) são os nomes dos dois únicos álbuns editados por esta banda. 

Para mais informação sobre o projecto No Sense of Reason, basta um click neste link.

Publicado em 4 de Outubro de 2013

Digg Deeper

Digg surgiu inicialmente como um simples sítio na Web, que visava criar um processo de agendamento noticioso regido pelos utilizadores para os utilizadores. Hoje evoluiu para um conceito bastante mais vasto.

Aproveitando a grande onda de evolução, originada pela Web 2.0, Digg procura combinar social bookmarks – que permitem a um utilizador "marcar" os seus assuntos preferidos como favoritos – com feeds e blogues. 

Começando apenas como o sítio digg.com, a sua popularidade fez com que esta ideia fosse adoptada por outros websites, transformando-o assim num conceito.

Ao fazer digging um utilizador pode destacar uma notícia que para ele tem uma certa relevância. Outros utilizadores vão ver essa mesma notícia, comentá-la e atribuir-lhe um voto para a classificar como importante ou não. Essa classificação depende do número de votos e de comentários positivos que a notícia recebe. 

Desta forma, as notícias que a maioria dos utilizadores considerarem importantes, ou seja, as que recebem mais votos, surgem em destaque no site, permitindo que mais utilizadores possam aceder de forma rápida ao seu conteúdo.

Digg.com é dividido em seis secções: Tecnologia, Ciência, Mundo & Negócios, Desporto, Entretenimento, e Jogos. Estas secções facilitam o acesso à informação, de acordo com o tema pesquisado pelos utilizadores.

Através deste "fenómeno" o processo de newsmaking cai nas mãos do utilizador comum, que o usa a seu bel-prazer. 

Publicado em 7 de Agosto de 2013

segunda-feira, 19 de março de 2007

Tag"a" o teu Blogue!

Imagem DR
Qualquer mero utilizador da web pode já ter ouvido falar de tagging, contudo, talvez ainda não se tenha apercebido da sua utilidade.  

To tag, é um verbo inglês, que traduzido à letra, identifica-se com o comum etiquetar. Isto tem muito que se lhe diga. Ao "etiquetar" um artigo, uma imagem, um vídeo ou até o próprio blogue, o user cria uma keyword (palavra-chave) que permitirá a alguém que esteja a pesquisar sobre um determinado assunto, associado a essa keyword, possa eventualmente encontrar esse blogue, através de um motor de busca, como o Google. Encontrando assim, de uma forma rápida, a informação que procura. 

Por exemplo, um utilizador que esteja à procura de informação sobre o filme "The Bumblebee Flies Anyway", poderá encontrá-la ao pesquisar usando as tags (keywords) bumblebee e filme

Ao "etiquetar" o nosso artigo estamos a permitir que qualquer utilizador interessado nesse assunto, possa aceder a ele, sem necessitar de uma busca prolongada, desta forma concretizando um dos propósitos da Web 2.0.

Publicado em 30 de Julho de 2013

sexta-feira, 16 de março de 2007

Web 2.0: Update Revolucionário

O que é a Web 2.0? Está neste momento a usá-la, ou pelo menos a ver uma das suas múltiplas possibilidades. A Web 2.0 veio revolucionar a Internet, transformando-a num "universo" livre e aberto a qualquer utilizador. Nos primórdios da Web, um user do ciberespaço era alguém com um grande conhecimento de sistemas informáticos e de programação. Hoje em dia, com a Web 2.0, qualquer um a pode usar, precisando apenas de se deslocar a um computador com acesso à Internet.Certamente já usou, ou pelo menos ouviu falar de sites como o Youtube, eBay, Amazon e Google. Todos estes fazem parte da Web 2.0. No seu conceito mais básico, esta inovação da Internet procura torná-la mais user-friendly, isto é, simples de usar. Desta forma qualquer pessoa pode interagir com as várias funcionalidades da Web - publicar um artigo, criar um blog ou uma página pessoal, criar uma rádio pessoal adequada aos seus gostos, etc. Tudo isto tornou-se possível quando, em 2001, houve um colapso das empresas dot-com. A Internet estava exageradamente habitada por sites que pouco ofereciam ao utilizador e que entraram num caminho de decadência quando estes começaram a perder o interesse. Desta forma, o ciberespaço estava livre, mas era necessário criar algo que o tornasse apelativo. Seguindo uma ideologia de tornar a Internet num espaço acessível a qualquer utilizador, Tim O'Reilly, e a sua empresa O'Reilly Media, com a ajuda da MediaLive International, iniciaram uma serie de conferências onde procuraram explicar ao mundo o conceito por de trás da Web 2.0. O'Reilly chega assim a citar:

Web 2.0 é a mudança para uma internet como plataforma, e um entendimento das regras para obter sucesso nesta nova plataforma. Entre outras, a regra mais importante é desenvolver aplicativos que aproveitem os efeitos de rede para se tornarem melhores quanto mais são usados pelas pessoas, aproveitando a inteligência colectiva.

Serviços como o Blogger, que possibilitaram uma maior interacção entre o user e a Web foram o novo caminho escolhido e o melhor exemplo da funcionalidade da Web 2.0. O user passou a ser capaz de publicar textos e de criar uma página pessoal sem qualquer conhecimento de HTML. Novos sistemas como o Flash ou o Ajax, associados a uma linguagem que possibilitasse um funcionamento mais prático do ciberespaço, tornaram a Web mais apelativa e fácil de usar.

Com estes serviços qualquer um de nós pode ter uma verdadeira liberdade de expressão. Acedendo à Internet nas nossas próprias casas, podemos publicar qualquer texto de ficção ou de opinião (Blogger), fazer o ulpload dos nossos videos caseiros (Youtube), fazer o download de músicas, filmes, séries de Tv (BitTorrent), criar a nossa própria rádio escolhendo as músicas que mais gostamos (Pandora) ou até mesmo criando os nossos próprios programas via podcasts, comunicar com qualquer pessoa em qualquer lugar do mundo (MSN Messenger) e tudo à distância de um clique. O video que se segue explica alguns dos conceitos da Web 2.0.
 


Com a Web 2.0 temos que repensar as nossas normas sociais, os conceitos de copyright, e a forma como vemos o mundo. A web possibilita-nos um rápido acesso à informação, com motores de busca como o Google ou o Yahoo, e com os novos sistemas wiki, somos nós os fornecedores de informação. Ao invés de termos que pagar os serviços de enciclopédia on-line como a Infopédia, temos acesso à Wikipedia, criada por utilizadores para utilizadores.

Web 2.0, não apenas uma revolução na Internet, mas nas ideias e na forma de pensar.


Publicado em 16 de Maio de 2013